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É normal ter corrimento

Compreenda neste artigo o que é o corrimento vaginal, saiba quando ele é considerado normal, os sinais que manifestam quando alguma alteração o acomete e confira outras informações sobre o tema.

     

O sistema reprodutor da mulher é bastante complexo e apresenta várias características singulares ao dos homens, como o corrimento vaginal. Essa secreção é considerada normal, desde que seu volume, tonalidade e odor tenham características específicas e não apresentem outras demais sinais.

É importante destacar que o organismo de cada mulher se manifesta de maneira diferente, devido a diversos fatores, como as oscilações hormonais que o ciclo menstrual ocasiona no corpo, a idade, a menarca, menopausa, gravidez, etc. Levando em consideração essas informações, é possível afirmar que o cheiro, as alterações de volume e outros demais sintomas de corrimento, podem vir a ter variações ao longo do mês e da vida da paciente.

Corrimento normal

É descrito como corrimento vaginal normal, aquele possui cor branca ou com aspecto de clara de ovo, que não apresente odor, coceira, ardor ou dor na região genital feminina.

Observação: Em alguns casos, o corrimento poderá aparecer com uma cor amarelada por alguns momentos ou dias, devido as reações químicas encontradas no ambiente externo do corpo.

Corrimentos irregulares

» Lesões;
» Ardor e dor ao urinar;
» Coceira vulvovaginal;
» Dor durante as relações sexuais;
» Possuem cor diferente, como amarelo, verde, acinzentado, com aspecto de pus, etc;
» Proporciona coceira na área vaginal;
» Dores internas e externas;
» Cheiro forte, bem parecido com peixe morto, com mais relevância no fim do ciclo menstrual e após as relações sexuais;

Causas

Muitos são os fatores que provocam o aparecimento do corrimento, sendo os principais deles o desequilíbrio da flora vaginal, falta de higiene ou higienização incorreta e doenças sexualmente transmissíveis (DST’s).

É normal ter corrimento

Mulher deitada.
(Foto: Reprodução)

» Relações sexuais sem camisinha;
» Alergênicos;
» Agentes infecciosos;
» Alteração do pH vaginal;
» Problemas dermatológicos;
» Infecção pélvica;
» Atrofia vaginal;
» Diabetes;
» Queda imunológica;
» Uso de antibioticoterapia;
» Duchas vaginais;
» Gestação;
» Uso de anticoncepcionais e outros medicamentos, como antibióticos;
» Ciclo menstrual (principalmente os irregulares);
» Ausência de bacilos de Doderlein;

Alterações do corrimento

Amarelo com aparência de pus

Costuma indicar a manifestação da gonorreia. O corrimento costuma vir acompanhado de dor ao urinar e pequenos sangramentos, que quase nunca são percebidos.

Amarelo-acinzentado, fluido, com odor

Costuma indicar o aparecimento da vaginose bacteriana, onde o corrimento acontece com mais frequência após as relações sexuais, vindo acompanhada de vermelhidão, coceira, ardência e inchaço, tanto da vulva, quanto da vagina.

Amarelo-esverdeado ou acinzentado, bolhoso, com odor

Costuma indicar a tricomoníase, principalmente se o corrimento vier acompanhado de coceira intensa, incômodos no baixo ventre e desconfortos durante as relações.

Rosa

Corrimento denominado como lóquios. Caracteriza a eliminação do revestimento interno do útero após o parto.

Espesso e branco esverdeado

Nesses casos, a aparência do corrimento será de um leite talhado, indicando uma infecção vaginal devido a manifestação de fungos, como a candidíase, DST que normalmente vem acompanhada por sensibilidade, irritação e ardor ao redor da vulva, coceira, inchaço, dores ao urinar e durante as relações sexuais.

Marrom ou cor de sangue escuro

Esse corrimento costuma vir acompanhado de sangramentos e dores abdominais e costuma indicar ciclos menstruais irregulares, câncer do endométrio ou cervical.

Diagnóstico

Assim que as alterações surgirem, a ajuda médica deverá ser procurada para realização do diagnóstico. Os métodos utilizados para a constatação das causas das alterações presentes no corrimento são a anamnese, análise clínica do conteúdo, observação da região vaginal, coleta laboratorial para exames, etc.

Tratamento

O tratamento será realizado de acordo com as análises observadas no diagnóstico da paciente. Caso alguma infecção seja constatada, possivelmente o médico ministrará o uso de medicamentos orais ou de aplicações locais, como gel, creme e comprimidos vaginais.

Observação: Dependendo da infecção ou DST constatada, será altamente necessário que o parceiro da mulher também realize o tratamento. Em alguns casos, o contato sexual durante o período de contenção da enfermidade, será proibido.

Prevenção

» Mantenha sempre a higiene íntima em dia;
» Use camisinha em todas as relações sexuais;
» Evite se relacionar com mais de um homem;
» Evite o consumo abusivo de bebidas alcoólicas e uso demasiado do fumo;
» Não faça o uso desnecessário de antibióticos e outros medicamentos;
» Controle a hipertensão e a diabetes, caso possua;
» Após urinar, limpe a vulva sempre em um movimento de frente para trás, evitando a proliferação de micro-organismos devido o contato com o ânus;
» Não sente em vasos sanitários que não seja o da sua casa ou de um ambiente bem higienizado;
» Use roupas íntimas de algodão;
» Evite roupas apertadas, principalmente as jeans;
» Opte sempre que puder por dormir sem as roupas íntimas, para que a região genital respire;
» Não utilize perfumes e desodorantes na vagina ou realize duchas íntimas, pois poderá alterar o seu pH;
» Pratique exercícios físicos;
» Mantenha uma alimentação balanceada;
» Faça visitas a cada 6 meses ao ginecologista, mesmo que nenhuma alteração se mostre aparente;
» Realize papanicolau anualmente ou à critério do ginecologista ou obstetra;

Atenção

Os dados contidos nesse artigo servem apenas como fonte de pesquisa. Para mais informações, consulte um bom ginecologista ou obstetra, caso esteja gestante.

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